A vida por cá

As mamas da discórdia.

Sou eu nesta fotografia. Eu e o meu filho. Partilho-a em modo de protesto, porque estou farta de ouvir falar das mamas das mulheres como se fossem propriedade comum. Património mundial da humanidade.
É porque dão de mamar, é porque não dão de mamar. É porque é em livre demanda, é porque é a toque de relógio. É porque as tapam, é porque as põem ao léu… Toda a minha gente sabe, melhor do que nós próprias, se havemos de guardar a mama ou se havemos de a pôr de fora. Se havemos de aproveitar a produção caseira ou se havemos de nos render ao pó da lata. Se havemos de gostar de amamentar ou se havemos de fingir que gostamos, só porque sim e porque é isso que se espera de uma boa mãe.

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A vida por cá

“Já não sou teu filho!”

Hoje, depois de um acordo cumprido, fechaste a cara, olhaste-me nos olhos e gritaste: “Já não sou teu filho!” Eu, que já me digladiei com um “És má!” ou com um mais comum: “Tu não mandas em mim!”, recebi a ordem de despejo como uma espécie de mergulho de chapa, ocasionado por empurrão.

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Eu, Rita.

Sou psicóloga e formadora com especialidade na área da saúde e da educação e trabalho como psicóloga escolar desde 2006, atividade que muito me preenche e me faz acordar todas as manhãs cheia de energia e vontade de continuar a aprender.

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