Tornarmo-nos pais

Mum is not the boss.

Às vezes não oiço o que sinto.

E tenho de isolar as vozes que me ecoam na cabeça, para as identificar e lhes tirar todas as manhas. Depois, preciso de tempo para me reencontrar no meio da multidão e escutar-me, com a atenção que me é merecida.

Acredito cada vez mais, que esta mania de não nos ouvirmos é aprendida na infância e que as vozes que nos ecoam vezes demais e nos atrapalham o sentir, são as vozes dos adultos com que nos cruzámos ao longo do nosso crescimento.

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O Lugar da Infância

O meu filho vai para o 1º ciclo, e agora?

A forma como culturalmente pensamos esta transição, associando-a ao fim da brincadeira e ao início da “escola a sério” – transição do tempo lúdico para uma cultura de trabalho – acaba também por constituir fonte de algum stress parental, interferindo na forma como a criança a percepciona e sente a dimensão das expectativas relativamente ao seu desempenho.

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O Lugar da Infância

“Isso não é para brincar!”

O problema está naquilo que fazemos com os sinais que as crianças nos oferecem, nas vezes em que fingimos não ouvir ou ignoramos o apelo e, sobretudo, nas vezes em que esquecemos o cerne da questão e deixamos que nos saia da boca a frase fácil: “Isso não é para brincar.” E eu, que provavelmente ouvi esta frase a vida inteira, sem lhe dar a devida atenção, tenho agora o privilégio de aprender com quem faz do brincar motivo de vida e com isso percebo, que a ouço vezes demais.

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Tornarmo-nos pais

O desafio da parentalidade somos nós, não são os nossos filhos.

O desafio de nos tornarmos pais é um desafio interno, uma transformação que acontece no lugar mais fundo de nós e nos obriga a um outro olhar sobre quem somos, sobre quem fomos, sobre a pessoa que um dia, gostaríamos de ser. É força que nos empurra em direção ao caminho de desaprender tudo o que demos como certo, abrindo espaço a tudo o que afinal ainda não sabíamos.

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A vida por cá

As mamas da discórdia.

Sou eu nesta fotografia. Eu e o meu filho. Partilho-a em modo de protesto, porque estou farta de ouvir falar das mamas das mulheres como se fossem propriedade comum. Património mundial da humanidade.
É porque dão de mamar, é porque não dão de mamar. É porque é em livre demanda, é porque é a toque de relógio. É porque as tapam, é porque as põem ao léu… Toda a minha gente sabe, melhor do que nós próprias, se havemos de guardar a mama ou se havemos de a pôr de fora. Se havemos de aproveitar a produção caseira ou se havemos de nos render ao pó da lata. Se havemos de gostar de amamentar ou se havemos de fingir que gostamos, só porque sim e porque é isso que se espera de uma boa mãe.

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O Lugar da Infância

Do elogio ao encorajamento. Descobre as diferenças.

O elogio sabe bem, mas o encorajamento consegue ir muito além dele e constitui uma ferramenta fundamental ao nível do desenvolvimento socioafetivo, com impacto significativo na auto estima da criança. Pensar na forma como comunicamos o valor que sentimos nos nossos filhos, procurando estimular a ligação emocional e o desenvolvimento de um sentido de capacidade e empoderamento a cada passo dado, pode significar-lhes a diferença no enfrentar dos diferentes desafios de vida e na autonomia e confiança necessário para os superar. Ora vejamos porquê…

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A vida por cá

“Já não sou teu filho!”

Hoje, depois de um acordo cumprido, fechaste a cara, olhaste-me nos olhos e gritaste: “Já não sou teu filho!” Eu, que já me digladiei com um “És má!” ou com um mais comum: “Tu não mandas em mim!”, recebi a ordem de despejo como uma espécie de mergulho de chapa, ocasionado por empurrão.

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Tornarmo-nos pais

Às mulheres que não queriam ter sido mães.

A vida há muito que me ensina, que isto não é um guião encomendado, que as personagens não sabem as falas de cor, e que a história não se repete com os mesmos takes para todos.
A vida há muito que me ensina, que o mundo não se encerra na forma como o sinto e muito menos, como o sinto. Felizmente.

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A vida por cá

Pela liberdade que te devo…

De todas as tuas fotografias, esta é uma das minhas preferidas.
Quando te ouço nela, ouço liberdade, serenidade e alegria sem fim, ouço vontade de abraçar o mundo e confiança em quem és e em tudo o que serás ainda capaz de ser. E vejo-te enorme por dentro, bem maior do que a idade que tens, o que me faz alimentar o sonho de que assim te mantenhas, por muito que ainda tenhas de crescer.

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Tornarmo-nos pais

Vai uma palmadinha?

Quando batemos numa criança estamos a pôr em causa a ligação de segurança que tem connosco, a colocá-la numa situação de ameaça e de ambivalência emocional: a pessoa que a protege e cuida é a mesma pessoa que a faz sentir em perigo. E isto, acreditem, é extremamente desorganizador.

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Eu, Rita.

Sou psicóloga e formadora com especialidade na área da saúde e da educação e trabalho como psicóloga escolar desde 2006, atividade que muito me preenche e me faz acordar todas as manhãs cheia de energia e vontade de continuar a aprender.

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