Adolescer

Pré adolescência, essa bela localidade.

Falamos muito sobre a adolescência, falamos ainda mais sobre a infância mas pouco falamos sobre a transição de uma fase para a outra, sobre as mudanças que chegam de mansinho (ou de rompante) e, sem pedir licença, se instalam na vida deles e na nossa, conduzindo-nos a todos às naturais mudanças e reajustes.

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A vida por cá

As mamas da discórdia.

Sou eu nesta fotografia. Eu e o meu filho. Partilho-a em modo de protesto, porque estou farta de ouvir falar das mamas das mulheres como se fossem propriedade comum. Património mundial da humanidade.
É porque dão de mamar, é porque não dão de mamar. É porque é em livre demanda, é porque é a toque de relógio. É porque as tapam, é porque as põem ao léu… Toda a minha gente sabe, melhor do que nós próprias, se havemos de guardar a mama ou se havemos de a pôr de fora. Se havemos de aproveitar a produção caseira ou se havemos de nos render ao pó da lata. Se havemos de gostar de amamentar ou se havemos de fingir que gostamos, só porque sim e porque é isso que se espera de uma boa mãe.

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Adolescer

O tipo de amor que dói.

Sou de uma família de professores.
Desde que me sei como gente, que me habituei a ouvir falar de escola, de alunos, de colegas, de livros, de exames, de dias difíceis, de conquistas importantes, enfim, da vida de quem passa grande parte da vida, na escola.

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Escola Feliz

“Um Bom não é uma boa nota?”

Uma amiga de quem gosto muito e que admiro imenso enquanto mãe, contou-me um dia uma situação que lhe tinha acontecido com a filha e que considero necessária, pela forma simples, honesta e tão certeira, como que nos põe no nosso lugar. A Sara, que estava na altura no 2º ano do 1º ciclo, fez um teste na escola. A professora, no dia de devolver as notas aos alunos, fê-lo em voz alta e todos ouviram as notas de todos (não sei bem para quê, mas isso “são outros quinhentos”…) A Sara teve um Bom. Ao chegar a casa, feliz com a conquista, partilhou com a mãe a nota recebida. A reação da minha amiga, fruto do impulso do momento, foi, “Então e a Mariana, que nota teve?”. Ao que a Sara respondeu prontamente, “Porquê mãe? Um Bom não é uma boa nota?”. A mãe deu-lhe razão, pediu-lhe desculpa e abraçou-a com força. As duas cresceram por dentro nessa noite. E assim, sem pedir licença e do alto dos seus 7 anos, a Sara deu-nos, à mãe e a mim, uma enorme lição. Uma lição sobre a vida e sobre tudo aquilo que é efetivamente importante preservar: a capacidade de acarinharmos quem somos e de celebrar os objetivos que alcançamos, sem viver na sombra de ninguém. Não tenho nada a acrescentar a esta história. Acho que ela se basta a si própria e não quero que palavras a mais, desviem a atenção das coisas grandes que ela ensina. Eu, sou grata, por tudo o que a Sara me trouxe, quando tão corajosamente vibrou, com o melhor que trazia em si.

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Adolescer

“Os meus filhos não acatam os meus limites!”

(Ponto de partida para este texto: os limites não se impõem. Compreendem-se, experimentam-se e constroem-se em conjunto.)

A questão dos limites e do seu (in)cumprimento por parte dos filhos é uma das dificuldades que mais as famílias partilham. E se a questão na infância era mais ou menos contornável, com maior ou menor criatividade, com maior ou menor flexibilidade, na adolescência pode tornar-se um verdadeiro desafio, sobretudo quando as ferramentas usadas anteriormente se basearam na intimidação, na ameaça ou na coação.

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O Lugar da Infância

Do elogio ao encorajamento. Descobre as diferenças.

O elogio sabe bem, mas o encorajamento consegue ir muito além dele e constitui uma ferramenta fundamental ao nível do desenvolvimento socioafetivo, com impacto significativo na auto estima da criança. Pensar na forma como comunicamos o valor que sentimos nos nossos filhos, procurando estimular a ligação emocional e o desenvolvimento de um sentido de capacidade e empoderamento a cada passo dado, pode significar-lhes a diferença no enfrentar dos diferentes desafios de vida e na autonomia e confiança necessário para os superar. Ora vejamos porquê…

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A vida por cá

“Já não sou teu filho!”

Hoje, depois de um acordo cumprido, fechaste a cara, olhaste-me nos olhos e gritaste: “Já não sou teu filho!” Eu, que já me digladiei com um “És má!” ou com um mais comum: “Tu não mandas em mim!”, recebi a ordem de despejo como uma espécie de mergulho de chapa, ocasionado por empurrão.

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Tornarmo-nos pais

Às mulheres que não queriam ter sido mães.

A vida há muito que me ensina, que isto não é um guião encomendado, que as personagens não sabem as falas de cor, e que a história não se repete com os mesmos takes para todos.
A vida há muito que me ensina, que o mundo não se encerra na forma como o sinto e muito menos, como o sinto. Felizmente.

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A vida por cá

Pela liberdade que te devo…

De todas as tuas fotografias, esta é uma das minhas preferidas.
Quando te ouço nela, ouço liberdade, serenidade e alegria sem fim, ouço vontade de abraçar o mundo e confiança em quem és e em tudo o que serás ainda capaz de ser. E vejo-te enorme por dentro, bem maior do que a idade que tens, o que me faz alimentar o sonho de que assim te mantenhas, por muito que ainda tenhas de crescer.

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Tornarmo-nos pais

Vai uma palmadinha?

Quando batemos numa criança estamos a pôr em causa a ligação de segurança que tem connosco, a colocá-la numa situação de ameaça e de ambivalência emocional: a pessoa que a protege e cuida é a mesma pessoa que a faz sentir em perigo. E isto, acreditem, é extremamente desorganizador.

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Eu, Rita.

Sou psicóloga e formadora com especialidade na área da saúde e da educação e trabalho como psicóloga escolar desde 2006, atividade que muito me preenche e me faz acordar todas as manhãs cheia de energia e vontade de continuar a aprender.

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